Francisco, o bobo de Deus

R$34,90
Em estoque
SKU 6091
ou parcelado em:
 
  • -

O novo livro do Cardeal Raniero Cantalamessa chegou ao Brasil. A obra, sobre São Francisco de Assis, foi lançada na Itália em abril deste ano pelas Edições Franciscanas Italianas. Para o Brasil, o livro mantém o prefácio do Papa Francisco e uma carta do cardeal Cantalamessa exclusiva aos leitores brasileiros. 

Como todo lançamento traz algo de inédito, esta obra, em vários aspectos, revela algo novo sobre São Francisco. A começar pelo título: Francisco, o bobo de Deus. O bobo, oito séculos atrás, era um pateta, um malabarista que fazia espetáculos nas ruas, ou seja, um artista bem inferior aos menestréis e trovadores da época. No entanto, ao seguir Francisco, como um pedinte pelas ruas, o narrador deste livro descobriu outro bobo, aquele que é, na verdade, um homem cheio de alegria de Deus, um artista de louvores ao Criador do universo.

A partir deste exercício de compreender o sentido das coisas, que vão revelando certas contradições, temos o subtítulo do livro: Narrado aos jovens por Frei Pacífico, o rei dos versos. Frei Pacífico, o narrador desta obra, era, antes de sua conversão, um trovador, um poeta de elevado escalão, acima dos menestréis e dos bobos. Ficou conhecido como “rei dos versos”. Ao ingressar na vida religiosa, quando é chamado a deixar tudo que o mundo oferece, vemos que Deus se utilizou de seu talento com os versos. “A história de Frei Pacífico nos permite tocar em um ponto nevrálgico”, diz o cardeal. “A sua conversão a Deus não o obrigou a renegar o seu talento musical, mas deu a este um novo horizonte e um outro conteúdo”.

Para além dos títulos, vamos ao enredo, que entrelaça a vida e os ensinamentos de São Francisco com a conversão de um dos seus contemporâneos, o jovem Guilherme de Lasciano, o Frei Pacífico, narrador da obra. Além de sua conversão, que o despojou da carreira de trovador, reconhecido rei dos versos, e o fez um bobo de Deus, Frei Pacífico também fala sobre alegria, amor, amizade, pureza, cuidado com a criação, e sobre a vida nova no poder do Espírito Santo. Confira alguns trechos:

“É a alegria a ter a última palavra, não o sofrimento. Uma alegria aberta à eternidade, mas que começa já nesta vida”.

“Aquilo que impressiona em Francisco - e que constitui um único na história da espiritualidade cristã - é a sua capacidade de encantar-se diante das coisas. É como se o mundo fosse criado naquele momento e ele fosse o primeiro a observá-lo, no lugar de Adão. Olha as criaturas com os olhos arregalados de uma criança que abre seu novo brinquedo, ou observa pela primeira vez, com o nariz grudado na janela, a neve que cai. A comparação com Francisco nos faz entender quanto nós, modernos, nos tornamos ‘desencantados’, incapazes de maravilhar-nos”. 

A partir da narração de Frei Pacífico, o cardeal Cantalamessa faz seus comentários, atualizando a experiência vivida há oito séculos à luz dos desafios na vida de um jovem de hoje.

Mais informações
Mais informações

O que diz o Papa no prefácio:

A carta do Papa Francisco se dirige aos jovens que estão à procura. Mas, de que? De seguranças materiais, realizações pessoais, êxtases? Assim como o Frei Pacífico, que procurava uma vida plena e intensa, o anseio de cada jovem é, diz o Papa, por Jesus. E o Evangelho narra muitos encontros, como ressalta o Pontífice. “O Senhor se deixou encontrar pela insistência da viúva importuna, pela sede de verdade de Nicodemos, pela fé do centurião, pelo grito da viúva de Naim, pelo arrependimento sincero da pecadora, pelo desejo de saúde do leproso, pela saudade da luz do Bartimeu. Cada um destes personagens poderia ter pronunciado com pleno direito as palavras do Salmo 63: "Minha alma está sedenta de vós, e minha carne por vós anseia como a terra árida e sequiosa, sem água”.  Assim, como a semente espera a água, a terra pelo sol, Guilherme de Lasciano (o Frei Pacífico) encontra Francisco e larga tudo para segui-lo. Com Jesus, também é assim, um encontro que muda a vida.

Sobre o Autor:

Cardeal Raniero Cantalamessa, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, nasceu em Colli del Tronto (Itália) em 1934. Sacerdote desde 1958, formou-se em Teologia em Friburgo (Suíça) e em Letras Clássicas em Milão. Foi catedrático de História das origens cristãs e diretor do departamento de ciências religiosas da Universidade do Sagrado Coração de Jesus de Milão, foi membro da Comissão teológica internacional e da Delegação católica para o diálogo com as Igrejas pentecostais. Atualmente, é pregador da Casa Pontifícia.

Escreva sua Própria Avaliação
Sua Classificação